Isso é tudo!

Desde que começou a “pandemia” das redes sociais, percebi o quanto as pessoas trabalhavam empenhadas em conseguir amigos e seguidores. Parecia (e ainda parece) uma questão de honra! Confesso que, entre meus melhores amigos, lançamos uma campanha de brincadeira de tão engraçado era a situação. E isso afeta a todos, anônimos e famosos. Embora seja interessante ver pessoas te seguindo e esta acaba sendo uma oportunidade de plantar boas sementes, nunca foi minha ambição.

Ontem estava meditando no livro de João e um texto saltou aos meus olhos, me despertando pra algo que não tinha percebido antes. O capítulo 3 relata o início do ministério de João Batista, cuja principal mensagem era a do arrependimento, pois o Reino dos céus estava por vir. Nesse contexto de pregações e batismo nas águas, aparece Jesus. Através do sinal do Espírito Santo em forma de pomba, João tem a certeza de que aquele era o Messias. Ao notar os sinais que o Mestre fazia, muitos dos seguidores de João Batista começaram a deixá-lo para acompanhar de perto aquilo que Jesus estava fazendo. Em determinado momento, alguns dos discípulos de João começa uma discussão pois estavam vendo a “perda” de discípulos.

Eles se dirigiram a João e lhe disseram: “Mestre, aquele homem que estava contigo no outro lado do Jordão, do qual testemunhaste, está batizando, e todos estão se dirigindo a ele”.  João 3:26

O que mais me impressionou nesse texto, foi a resposta de João Batista a essa indagação. Para não falhar em nenhum detalhe, quero que leiam exatamente como está registrado nas Escrituras: “A isso João respondeu: Uma pessoa só pode receber o que lhe é dado do céu. Vocês mesmos são testemunhas de que eu disse: Eu não sou o Cristo, mas sou aquele que foi enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço ao noivo e que o atende e o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria, que agora se completa. É necessário que ele cresça e que eu diminua”. (João 3:27-30)

É simplesmente maravilhoso (e ao mesmo tempo confrontante) ver que João sabia exatamente para o que tinha sido chamado e que, com o início do ministério de Jesus, era como se o seu tivesse sido cumprido com excelência. João Batista não se importou com os “unfollows” (para quem não usa o Twitter, quer dizer deixar de seguir) das pessoas para seguir Jesus. A versão da Nova Bíblia Viva traduz o trecho “Esta é a minha alegria, que agora se completa” como “isso é tudo!”. Ou seja, ele era completamente realizado com o que tinha feito até o presente momento e, a partir dali, Jesus estava entrando em cena para cumprir as profecias proferidas há séculos pelos profetas.

Disse acima que é confrontante, porque muitas vezes nós nos empenhamos em realizar papéis e funções que estão além daquilo que somos chamados a fazer. Fui bastante confrontada com essa verdade, pois pensamentos como “se fosse eu fazendo aquilo, seria diferente”, “Fulano não sabe como fazer, por isso não funciona”, “Por que o líder/pastor/ministro escolheu esse caminho?” bombardeavam a minha mente em vários momentos da minha caminhada e sei que é o que acontece com muitos de nós.

O exemplo de João Batista me ensina que o que sou, faço e tenho não é porque tenho capacidade vinda de mim mesma, mas, foi a mim concedida pelo próprio Deus para a edificação do Seu Reino. Saber nosso lugar no Reino de Deus facilita o desenvolvimento do Corpo de Cristo, fechando toda e qualquer brecha para divisões e competições. Não temos que nos sentir ameaçados se alguém novo chega à igreja ou ministério com habilidades novas, que se destacam naturalmente. Tais pessoas são ferramentas novas que trarão crescimento para o grupo ou ministério e juntas precisam produzir um único resultado: a manifestação da presença de Deus, que produz vida e transformação a outras vidas.

Fica aí um desafio pra mim e pra você: que o Senhor venha CRESCER em nós e que dia após dia, possamos diminuir, até que só a luz dEle brilhe!

Bom dia e bom final de semana pra vocês!
Bella Oliveira

Nos mínimos detalhes!

Existem certas situações que são verdadeiros mimos de Deus em nossas vidas. Estes sempre chegam de surpresa, nos fazendo enxergar que o Senhor se importa com cada detalhe! Neste final de semana aconteceu algo desse jeito comigo!

Era quinta-feira à noite, quando recebi em minha casa um grande amigo, o Tião, que há um mês estava aqui em BH vindo de Manaus. Sentados na minha sala, depois de conversarmos muito sobre o futuro, ministério, escolhas, decisões, cada um em um computador, começamos a conversar e comentar publicações de amigos no Facebook. Foi quando, sem que esperássemos, surgiu a idéia de irmos à formatura da Escola de Louvor, no Rio de Janeiro. Abrindo um “parêntese”, essa escola tem um significado muito singular pra mim que, embora distante, sempre acompanhei as atividades acadêmicas, o crescimento e desenvolvimento dos alunos e da própria instituição. Notícias essas sempre compartilhadas com um ar de realização e tarefas sendo cumpridas pelo amigo Willian, professor e um dos coordenadores da Escola.

Estava claro que eu não poderia ir por causa do meu trabalho e também porque na próxima semana estarei chegando à Cidade Maravilhosa pra dois meses de férias e trabalho (o que eu mais amo!) intensos com os queridos da Escola. Por volta das 23 horas tudo estava resolvido! Uma “brincadeira” resultou na “contratação” dos cerimonialistas para a formatura, o Tião e eu! =] Mal podia acreditar que estava prestes a viajar e mais ainda, que estaria na formatura da Escola! O Senhor trouxe a provisão financeira, usando irmãos tão queridos e dispostos a semear. Não poderia deixar de agradecê-los pelo coração pronto a servir. Que o Senhor os recompense infinitamente mais!!! O Diego (também professor e coordenador) cuidou de todas as coisas e rapidamente nos enviou o email de confirmação da passagem e em menos de 24 horas estávamos embarcando, rumo ao presente de Deus preparados para nós ali no Rio de Janeiro.

Por volta das 16 horas chegamos ao aeroporto Santos Dumont, onde o Will e a melhor amiga, Dani Cappelli, nos buscaram. De lá partimos direto pra Escola a fim de finalizarmos a decoração do templo. Tudo pronto e corremos para a casa do Willian. Banho, roupa, maquiagem,… tudo na maior correria! Afinal, os cerimonialistas precisavam chegar a tempo, né?! (risos)

 

Lindos e prontos! =]

 

 

E enfim, chegou a hora da formatura. Foram horas de emoção e gratidão ao Senhor por sustentar os 9 alunos que permaneceram até o fim. Para estes, quero dizer que sei exatamente o que é viver cada dia desse. Sei que o Senhor os levará a lugares (não só físicos) muito além do que vocês imaginam! Sim, pode parecer um clichê, mas digo isso como alguém que tem experimentado a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. PROSSIGAM!

Ao final da formatura, pudemos conhecer melhor os alunos que já tinham ouvido falar (e muito!) da gente e antigas CTMDTistas, Marinês e Priscila! Como é bom encontrar uma parte da família CTM espalhada nesse mundo! Foi uma noite muito agradável e a todo tempo eu agradecia ao Senhor por aquela oportunidade.

Mais chegados que irmãos! Pessoas muito amadas!

Sábado à tarde eu teria de voltar pra BH por motivo de trabalho, mas alguns imprevistos me fizeram perder o vôo. Na hora eu fiquei sem reação! A Dani que o diga (se não fosse você comigo ali, amiga, nem sei!)! Mas como disse o Douglas (o mais novo amigo) durante esses dias, TODAS AS COISAS COOPERARAM PARA O MEU BEM. E de fato, foi isso mesmo que aconteceu. Vi a mão do Senhor agindo em vários momentos, nas conversas, nas direções e decisões futuras. É impressionante como Deus usa pessoas tão distintas a falar conosco.

Segunda-feira retornei à Lagoa Santa com a certeza de que o Senhor fez e planejou cada momento. Todos esses relatos podem parecer coisas triviais, mas quando se tem o coração no Senhor e dependência nEle, podemos ver que o Senhor usa coisas ordinárias para fazer o Seu extraordinário.

Agradeço novamente ao Willian (e sua família) pela hospedagem, por ser o motorista do ano (risos!), ao Diego pelo cuidado e coração sintonizado com o Senhor, aos queridos alunos e professores da Escola de Louvor que nos trataram com tanto amor e carinho, à melhor amiga Dani Cappelli por sua parceria incondicional em todo tempo, ao Douglas por me fazer ver que realmente todas as coisas cooperaram para o meu bem e, principalmente ao Senhor por mais uma vez manifestar a Sua graça na minha vida, me fazendo ver que preciso dEle mais do que nunca! Amo cada um de vocês!

E pra você que está lendo este post, que você seja motivado a colocar toda a sua esperança e vontade no Senhor. Pude experimentar um cuidado de Deus, vendo que Ele se importa com tudo aquilo que é importante para nós. Ele responde aquilo que você pede!

No amor daquEle que cuida dos mínimos detalhes,

Bella Oliveira.

Inocente até que se prove o contrário!

“Inocente até que se prove o contrário”. Infelizmente, não é assim que se tem tratado aqueles que estão em uma situação embaraçosa de conflitos e pecados. Atualmente, impera a lei do “CULPADO até que se prove o contrário”. Philip Yancey, descreve em seu livro Maravilhosa Graça, a triste história de uma mulher prostituta que encontrou na sua filha de apenas dois anos, fonte de sustento para comprar comida e remédios. Ele oferecia sua filhinha a homens interessados em sexo pervertido e ganhava valores bem mais altos do que consigo mesma. De fato, é algo doloroso de se ler, mas, mais difícil ainda é ouvir sua resposta quando perguntada se já havia procurado uma igreja. “Igreja!, ela exclamou. Por que eu iria a uma igreja? Eu já me sinto terrível o suficiente. Eles vão me fazer sentir ainda pior” (Yancey, Philip. Maravilhosa Graça. Página 9. Editora Vida. 2ª edição revista e atualizada. Julho/2010).

Essas e outras histórias chegam ao meu conhecimento, manifestando a “ausência de graça” de forma intensa sobre a Igreja, lugar onde as pessoas deveriam pensar antes de tudo quando se trata de resolver problemas e pecados. Muitos cristãos, principalmente líderes e pastores, tratam a problemática de muitas ovelhas sob uma perspectiva da Lei. Vivem como nos tempos do Antigo Testamento, onde a graça ainda não existia. Muitos colocam até um jugo maior do que a pessoa já carrega, elevando seus erros de forma que as qualidades e o tempo de acerto daquela pessoa é jogado fora. Optam também por disciplinar, mas não trazem o tratamento certo para que a pessoa seja realmente livre de toda culpa e acusação que os outros próximos a ela fazem questão de apontar.

Manifestar a graça no cuidado pastoral – e não digo isso apenas para pastores, mas para todos os cristãos que entendem a necessidade de cuida do seu próximo – é um fator determinante para a caminhada futura da “ovelha ferida”. É agir como o Senhor Jesus agiria e deixou escrito através da Palavra como nós devemos agir. É apontar o perdão como o remédio para aquilo que é determinado como caso perdido, sem solução. O perdão faz com que as rachaduras provocadas pela ausência de graça se ampliem até que a cura invade o ser destruído pela culpa do pecado. As pessoas buscam as igrejas por fome da graça e lá precisam se saciar, por isso é tão fundamental que tenhamos essa consciência; somos agentes manifestadores da graça e não agentes de condenação.atam a problemática de muitas ovelhas sob uma perspectiva da Lei. Vivem como nos tempos do Antigo Testamento, onde a graça ainda não existia. Muitos colocam até um jugo maior do que a pessoa já carrega, elevando seus erros de forma que as qualidades e o tempo de acerto daquela pessoa é jogado fora. Optam também por disciplinar, mas não trazem o tratamento certo para que a pessoa seja realmente livre de toda culpa e acusação que os outros próximos a ela fazem questão de apontar.a a homens interessados em sexo pervertido e ganhava valores bem mais altos do que consigo mesma. De fato, é algo doloroso de se ler, mas, mais difícil ainda é ouvir sua resposta quando perguntada se já havia procurado uma igreja. “Igreja!, ela exclamou. Por que eu iria a uma igreja? Eu já me sinto terrível o suficiente. Eles vão me fazer sentir ainda pior” (Yancey, Philip. Maravilhosa Graça. Página 9. Editora Vida. 2ª edição revista e atualizada. Julho/2010).

Finalmente, entendo que ser agente de transformação na vida de uma pessoa, mostrando a graça que um dia me alcançou e pode alcançá-la, não é fazer uma “boa ação” e nem me dá direito de sentir-se melhor por isso. Apenas fez o que deveria fazer, afinal, não há mérito nem congratulações em realizar algo que é sua obrigação.

Que neste dia, nessa semana que se inicia, você possa encarar as pessoas ao seu redor de forma diferente. Coloque os óculos da graça e passe a ver como o Senhor Jesus veria. Você perceberá, com certeza, que tudo fará mais sentido e você terá um pouco mais da essência do Mestre em suas atitudes!

Boa semana!
Bella Oliveira.

Notícias do campo missionário.

Há alguns dias recebi um informativo da Monique, uma missionária que encontrei no Amazonas, nos dias em que estive lá. Ela também é formada no CTMDT e agora está como missionária permanente na comunidade Ribeirinha de Jacarezinho.

Fiquei muito emocionada ao ler o que Deus está fazendo naquele lugar e as necessidades ainda existentes na vida daquele povo. Gostaria então, de compartilhar com vocês, para que intercedam, conheçam sobre o campo e também contribuam.

Jacarezinho, Amazonas

“Portanto meus amados irmãos, sejam firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”      Irmão Paulo

Amados irmãos e amigos, é com imensa alegria que escrevo este primeiro informativo para dar-lhes as notícias do campo missionário. Desde já peço perdão pela demora em escrever, mas como moro entre os ribeirinhos, só tenho a oportunidade de vir à cidade uma vez ao mês, isso quando dá.

 

Cheguei em Manaus dia 15 de Julho, passamos 3 dias em Manacapuru, hospedados na casa do Pr. João Batista e sua esposa, Antonieta, bênçãos de Deus, daqui seguimos para Jacarezinho, umas das 17.000 comunidades ribeirinhas espalhadas ao longo do rio Manacapuru. Ao pisar nesta comunidade, orei ao Senhor, que eu estivesse aqui o tempo que o Senhor determinou para mim, nem mais, nem menos, foi maravilhoso, percebo a cada dia que o meu lugar é realmente aqui, estou muito feliz e realizada, cumprindo o chamado de Deus entre os ribeirinho, especialmente em Jacarezinho.

 

As necessidades destas pessoas são muitas, neste um mês e meio que estou aqui, nunca fui tão útil, especialmente com minha profissão, pude cuidar de um menino queimado, dar uns pontos na orelha de uma menina que levou uma facada, parto, etc… acho que só falta o diploma, por que aqui é como se eu fosse a médica da comunidade. Ainda espero poder fazer a faculdade de medicina, porque tenho percebido o quanto é necessário, orem por isso, para que o Senhor, algum dia realize este milagre. Mas as maiores necessidades deles não é apenas um atendimento médico ou educação para as crianças, mas sim uma necessidade espiritual, são pessoas que não têm nenhum referencial de afeto, de amor, totalmente carentes do amor, da paternidade de Deus.

 

Quando cheguei em Jacarezinho, Edite, uma das convertidas, que hoje é líder da igreja aqui, me disse o seguinte: “Irmã, que bom que você chegou, desde que soubemos que você vinha todos, até as crianças, estávamos orando por você para que viesse logo nos ensinar a palavra de Deus…” Isso me fez ter maior convicção de que estou de fato, no centro da vontade de Deus!

 

Uma das coisas que me partiu o coração foi ouvir uma irmã, Maria, no culto de oração, dizer a seguinte coisa: “Senhor me ajuda a entender a Tua palavra, às vezes eu leio, mas não consigo entender…obrigada pelos missionários que o Senhor trouxe para nos ensinar…” me fez lembrar de Atos, quando Felipe encontra o eunuco, que não entendia o que lia….Amados a seara é realmente grande e infelizmente são poucos os ceifeiros, vamos orar para que o Senhor envie mais trabalhadores!

 

Muitas vezes ficamos dentro de nossas igrejas, dentro de nossas “cavernas” espirituais, olhando apenas para nossos umbigos, e não percebemos que a vida passa tão rápido, que existem vidas clamando, aguardando por nós. Precisamos parar de ser eternos crentes mimados e nos importar com aquilo que está no coração de Deus, isso é muito sério! Que o Senhor não nos ache como aquele servo que enterrou o talento de seu senhor!

 

Irmãos, gostaria de escrever muito mais, mas infelizmente teria de enviar um e-mail muito grande! São muitos testemunhos, muitas bênçãos! Muitos desafios! Que vocês orem por mim, pela equipe recém chegada, Pr. Marcos Faleiros e sua esposa, Lilian, Vivianne e eu. Temos sofrido ataques espirituais de toda sorte, orem por minha saúde, estou tendo muitas crises alérgicas por conta dos insetos. Orem pela seca deste ano, que já começou, que não seja tão brava, pois isso dificulta muito a vida para os moradores das comunidades. Orem pela mudança de mente, de vida das pessoas, especialmente as que já se decidiram a Cristo, orem pelos nossos projetos (EBD, células, horta comunitária, clube do artesanato, escolinha para as crianças)

   Orem…sempre….

               Na paz do Cordeiro…

                                Monique Oliveira

 

INFORMAÇÕES BANCÁRIAS:

Caixa Econômica Federal
Monique Pereira de Oliveira
Agência: 2971
Operação: 023
Conta fácil caixa: 6784    DV: 3

Diário de bordo – Um resumo da Amazônia -

Após longos dias de decisões e barreiras a serem vencidas, vencemos todas sendo totalmente guiados pela mão do Senhor e no dia 16 de julho de 2011, a nossa jornada começou! Eu (@bells_olivs) saí de Belo Horizonte, o Asafe (@Asafe_Neves) de Tatuí e o Willian (@WillianWendos) do Rio de Janeiro. Tínhamos algo em comum, que nos motivava a enfrentar vôo atrasado (aconteceu isso comigo! “/), ônibus lotado (dessa vez, foi com os meninos no caminho do nosso ponto de encontro), tudo por causa de uma chama acesa, um amor que inundou nossos corações por pessoas que até o momento não conhecíamos.

E assim, foi dada a largada! Às 21:35, partimos do Aeroporto Internacional de Guarulhos, num vôo direto pra Manaus. Uma viagem longa, mas tranqüila. Nosso encontro com um de nossos amigos, o Tião, que também faz parte da equipe fixa nos Ribeirinhos foi um presente de Deus pra nós, que pensávamos ser quase impossível reencontrar alguém de tão longe.( Mas Deus faz quando menos imaginamos! Aleluia!) Fomos direto pra casa do Tião onde compartilhamos um pouco de tudo o que tinha acontecido pra chegar até lá e ouvimos da parte dele, informações sobre a realidade do campo que nos esperava.

Domingo pela manhã, pudemos conhecer um pouco da cidade de Manaus e, como um presente, conseguimos um passeio até o “Encontro das Águas” por um preço que cabia no nosso bolso missionário! (Risos!) O lugar é simplesmente lindo, obra das mãos do Senhor!!! Ao contemplar aquela maravilha natural, só podia agradecer a Deus por me proporcionar aquele presente, ao lado de pessoas tão queridas! À noite, nossa missão aconteceu na Igreja do Deus Vivo (Igreja local do Tião). No culto cantamos duas músicas: “Eu me rendo” e “Sobre as águas”, sendo a primeira “a capela” (Lembramos dos amigos Dani Cappelli, Gustavo, Lidi e Joel que faziam parcerias conosco nos tempos de CTM) e a segunda acompanhados pela banda da igreja. Foi um tempo muito precioso de relembrar nossos tempos no CTM e principalmente de ministrar às vidas que ali estavam. Fomos muito ministrados também pela recepção da igreja. Irmãos tão queridos vieram falar conosco, desejando as boas vindas e nos abençoando para o tempo que teríamos nas comunidades ribeirinhas.

Eu, Will e Asafe. Ao fundo o Teatro Amazonas, um dos pontos turísticos da Amazônia.

Olha aí! Lindo demais! "ENCONTRO DAS ÁGUAS"

Atrás de mim o "Encontro das águas".

Ministração no Culto à noite. (Assista ao vídeo dessa ministração: http://www.youtube.com/watch?v=m4VOaqlUeZ0 )

Na segunda-feira, começamos o trajeto até as comunidades. Primeiramente pegamos um barco (chamado voador) até um município chamado Cacau Pireira e de lá fomos de transporte coletivo até o município de Manacapuru, onde passamos a noite para no dia seguinte pegarmos o barco rumo às comunidades.

Terça-feira, às 6:30 da manhã, estávamos todos de pé. Juntamente com uma equipe de missionários da Lagoinha (também formados no CTMDT), fomos fazer as compras de alimentos para os dias que ficaríamos na comunidade. Por volta das 11 horas da manhã, tudo estava pronto para seguirmos por 8 horas de barco. Chegamos à comunidade de Jacarezinho às 20 horas e lá passamos a noite pra no dia seguinte seguir para Bararuá, nosso principal destino. Foi necessário dormir em Jacarezinho devido às dificuldades de navegação durante a noite.

O sol nem tinha nascido e nós já estávamos à caminho da comunidade de Bararuá, que fica há uns 30 minutos de Jacarezinho. Nesse trajeto presenciei uma das cenas mais lindas em toda minha vida, o nascer do sol conforme vocês podem ver na imagem abaixo. Fiquei sem palavras diante de tamanha beleza!

A chegada na comunidade foi uma festa! Festa porque reencontramos amigos preciosos da turma de missões do CTMDT que estão cumprindo seu tempo de prático. E esse dia foi basicamente para conhecermos tudo e nos acomodarmos.

No dia seguinte, demos início às atividades com as crianças. Cantamos e contamos histórias através de fantoches, que por sinal foi bem divertido pra gente! Hehehe… Aliás, nos divertimos muito em tudo o que fazemos!

E assim foi pelos oito dias que se seguiram. Pela manhã contávamos histórias, cantávamos com as crianças, à tarde tínhamos um tempo de brincadeiras com elas e também um tempo de discipulado informal com todos da comunidade. Algo que me chamou muita atenção é a carência de atenção que aquelas pessoas têm. Crianças e adultos, ambos gostavam quando parávamos pra conversar com eles. Diversas vezes recebíamos presentes para o almoço: ora era peixe, carnes diversas, cará (ou inhame), bolos, enfim, amor demonstrado da forma como eles sabem!

Após esse período, fomos lavados para a comunidade de Jacarezinho. Lá, recebemos a incumbência de ensaiar as crianças para o culto de aniversário da igreja local. Nesta comunidade foram apenas quatro dias que vivemos com a mesma intensidade que Bararuá. Encontramos pessoas preciosas que têm sido usadas para o estabelecimento do Reino de Deus naquele lugar.

À tarde teve o batismo no rio e à noite o culto de celebração, que foi uma bênção! Nós ministramos o louvor, cantamos com as crianças e ainda cantamos um Medley com algumas músicas do DT (em breve disponibilizarei esse vídeo no YouTube). Embora tenhamos passado algumas dificuldades com uma virose que rondou as comunidades, o Senhor nos sustentou e nós sobrevivemos! (risos…) Uaaau, que dias maravilhosos!

E enfim, partimos para a cidade no domingo bem cedo. Fizemos o mesmo trajeto: barco até Manacapuru, transporte coletivo até Cacau Pireira e de lá pegamos o “voador” para Manaus.

Na terça-feira à tarde, nós partimos de Manaus. Agora, cada um para a sua respectiva cidade com uma única certeza: sementes foram plantadas, outras foram regadas crendo que o Senhor dará o Seu crescimento no tempo próprio.

A saudade é grande! Deixamos pessoas que entraram pra nossa história, mas se assim o Senhor permitir, ainda voltaremos naquele lugar que nos marcou!

Encorajo a você a orar não somente por essas comunidades pelas quais passamos, mas pelas milhares comunidades ribeirinhas que estão espalhadas pelo Brasil. Muitas delas ainda nem foram alcançadas pelo evangelho. Ore também para que o Senhor sustente os missionários que estão doando suas vidas em favor daqueles que nunca ouviram sobre o nome do Senhor.

Doe, Ore, Invista, VÁ!

No amor do Maior Missionário de todos os tempos,
Bella Oliveira.

Semeie, mesmo que com lágrimas.

“É tempo de semear sonhos com lágrimas”. Foi mais ou menos essa frase que li há algumas semanas, que me fez refletir sobre a condição em que muitos de nós nos encontramos. Nossa vida um eterno processo e por isso vivemos em constantes mudanças. Existem períodos em que tudo parece bem. Família, amigos, igreja, nós mesmos, estamos todos caminhando tranqüilamente e tudo acontece da melhor maneira possível. Porém, quando os dias maus chegam, começamos a nos questionar o que fizemos de errado, se não estamos ouvindo Deus da maneira mais clara e chegamos até dar ouvidos à pessoas que, sem sabedoria, até acusam as outras dizendo que se tais pessoas passam por problemas é porque têm pecados.

De fato, não é fácil compreender os momentos de sofrimento. O Salmo 126 nos traz uma reflexão muito importante. Estudos mostram que ele foi  escrito no período em que o povo de Israel tinha sido liberto do exílio. Este por sua vez, exultava com a liberdade concedida. Os israelitas tinham consciência de a saída do cativeiro era algo que a mão humana não poderia ter fazer e, ao olhar pra trás, eles tinham a certeza da intervenção divina na sua história.

O final deste capítulo me chama muito a atenção.

“Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes” (versículos 5 e 6 ).

Aqui, o poeta afirma que semear com lágrimas é semear mesmo que não se veja a colheita. Muitas vezes fazemos tantas coisas e queremos tudo pra “ontem”, nos esquecendo de que existe todo um processo desde a semeadura até o aparecimento dos frutos.

Um exemplo muito bom para isso é aquela experiência que todos nós passamos quando crianças na escola. Ganhamos o potinho com um grão de feijão debaixo do algodão e aí somos ensinados a molhar aquela sementinha e esperar que ela cresça. Porém, na maioria das vezes, as crianças ficam tão ansiosas para verem a arvorezinha crescer, que mexem de um lado e de outro, tiram o algodão e lá então essa semente morre. Na nossa vida fazemos o mesmo. Plantamos ações, sonhos, mas não queremos esperar que eles cresçam. E como conseqüência eles acabam morrendo. Ou então, estamos cuidando daquela semente, mas pelas circunstâncias que a vida nos apresenta, deixamos que ela morra.

              

Hoje quero incentivar você a deixar que as sementes da sua vida, casa, ministério, estudos, família, frutifiquem no tempo próprio. Não é uma tarefa simples e fácil largar a ansiedade e carregar o “fardo” da espera, mas o Senhor tem o melhor para nós (cf. I Pedro 5. 7). E se os seus sonhos estão mortos seja porque você assim o fez ou porque outros fizeram, creia que Deus está pronto a ressuscitar os seus sonhos, Ele tem poder para isso.

 

No amor daquEle que ressuscita sonhos,
Bella Oliveira.

Viagem missionária aos Ribeirinhos.

Queridos leitores,

Se continuar dando tudo certo, no próximo mês estarei viajando com uma equipe de ex-alunos do CTMDT (seminário que estudei por dois anos para os Ribeirinhos, no Amazonas.

Já existe uma equipe de alunos do curso de missões do CTMDT implantada trabalhando com uma das comunidades e, agora e surgiu a oportunidade de uma enviar uma equipe para permanecer na comunidade de 15 a 20 dias. O trabalho da nossa equipe consistirá em visitas aos lares Ribeirinhos, cultos nas comunidades, evangelismo e trabalhos com crianças.

Entendendo e seguindo uma direção clara de Deus para esse tempo é que, com a bênção dos meus pais e pastores, assumi esse desafio.

Entretanto, nossa equipe precisa levantar em média R$ 2000,00 que cobrirá o valor das passagens e despesas para o transporte (barco) de Manaus para os Ribeirinhos. Para participar desse projeto eu preciso de pessoas que me ajudem financeiramente para arcar com as despesas. Qualquer tipo de contribuição será bem vinda.

Conto com a oração de cada um de vocês.

No Amor de Cristo,
Bella Oliveira.

 

 

 

Para mais informações, você pode entrar em contato comigo:
bellaoliveira@gmail.com

Orkut e Facebook: Bella Oliveira
Twitter: @bells_olivs

 

Informações bacárias:
BANCO DO BRASIL
Agência: 2241-1
Conta corrente: 28836-5

*Ao realizar o depósito, me informe pelo email disponibilizado acima para que eu tenha um controle e possa te dar um retorno sobre a viagem. Deus te abençoe!