Desde que começou a “pandemia” das redes sociais, percebi o quanto as pessoas trabalhavam empenhadas em conseguir amigos e seguidores. Parecia (e ainda parece) uma questão de honra! Confesso que, entre meus melhores amigos, lançamos uma campanha de brincadeira de tão engraçado era a situação. E isso afeta a todos, anônimos e famosos. Embora seja interessante ver pessoas te seguindo e esta acaba sendo uma oportunidade de plantar boas sementes, nunca foi minha ambição.
Ontem estava meditando no livro de João e um texto saltou aos meus olhos, me despertando pra algo que não tinha percebido antes. O capítulo 3 relata o início do ministério de João Batista, cuja principal mensagem era a do arrependimento, pois o Reino dos céus estava por vir. Nesse contexto de pregações e batismo nas águas, aparece Jesus. Através do sinal do Espírito Santo em forma de pomba, João tem a certeza de que aquele era o Messias. Ao notar os sinais que o Mestre fazia, muitos dos seguidores de João Batista começaram a deixá-lo para acompanhar de perto aquilo que Jesus estava fazendo. Em determinado momento, alguns dos discípulos de João começa uma discussão pois estavam vendo a “perda” de discípulos.
Eles se dirigiram a João e lhe disseram: “Mestre, aquele homem que estava contigo no outro lado do Jordão, do qual testemunhaste, está batizando, e todos estão se dirigindo a ele”. João 3:26
O que mais me impressionou nesse texto, foi a resposta de João Batista a essa indagação. Para não falhar em nenhum detalhe, quero que leiam exatamente como está registrado nas Escrituras: “A isso João respondeu: Uma pessoa só pode receber o que lhe é dado do céu. Vocês mesmos são testemunhas de que eu disse: Eu não sou o Cristo, mas sou aquele que foi enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço ao noivo e que o atende e o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria, que agora se completa. É necessário que ele cresça e que eu diminua”. (João 3:27-30)
É simplesmente maravilhoso (e ao mesmo tempo confrontante) ver que João sabia exatamente para o que tinha sido chamado e que, com o início do ministério de Jesus, era como se o seu tivesse sido cumprido com excelência. João Batista não se importou com os “unfollows” (para quem não usa o Twitter, quer dizer deixar de seguir) das pessoas para seguir Jesus. A versão da Nova Bíblia Viva traduz o trecho “Esta é a minha alegria, que agora se completa” como “isso é tudo!”. Ou seja, ele era completamente realizado com o que tinha feito até o presente momento e, a partir dali, Jesus estava entrando em cena para cumprir as profecias proferidas há séculos pelos profetas.
Disse acima que é confrontante, porque muitas vezes nós nos empenhamos em realizar papéis e funções que estão além daquilo que somos chamados a fazer. Fui bastante confrontada com essa verdade, pois pensamentos como “se fosse eu fazendo aquilo, seria diferente”, “Fulano não sabe como fazer, por isso não funciona”, “Por que o líder/pastor/ministro escolheu esse caminho?” bombardeavam a minha mente em vários momentos da minha caminhada e sei que é o que acontece com muitos de nós.
O exemplo de João Batista me ensina que o que sou, faço e tenho não é porque tenho capacidade vinda de mim mesma, mas, foi a mim concedida pelo próprio Deus para a edificação do Seu Reino. Saber nosso lugar no Reino de Deus facilita o desenvolvimento do Corpo de Cristo, fechando toda e qualquer brecha para divisões e competições. Não temos que nos sentir ameaçados se alguém novo chega à igreja ou ministério com habilidades novas, que se destacam naturalmente. Tais pessoas são ferramentas novas que trarão crescimento para o grupo ou ministério e juntas precisam produzir um único resultado: a manifestação da presença de Deus, que produz vida e transformação a outras vidas.
Fica aí um desafio pra mim e pra você: que o Senhor venha CRESCER em nós e que dia após dia, possamos diminuir, até que só a luz dEle brilhe!
Bom dia e bom final de semana pra vocês!
Bella Oliveira





Manifestar a graça no cuidado pastoral – e não digo isso apenas para pastores, mas para todos os cristãos que entendem a necessidade de cuida do seu próximo – é um fator determinante para a caminhada futura da “ovelha ferida”. É agir como o Senhor Jesus agiria e deixou escrito através da Palavra como nós devemos agir. É apontar o perdão como o remédio para aquilo que é determinado como caso perdido, sem solução. O perdão faz com que as rachaduras provocadas pela ausência de graça se ampliem até que a cura invade o ser destruído pela culpa do pecado. As pessoas buscam as igrejas por fome da graça e lá precisam se saciar, por isso é tão fundamental que tenhamos essa consciência; somos agentes manifestadores da graça e não agentes de condenação.atam a problemática de muitas ovelhas sob uma perspectiva da Lei. Vivem como nos tempos do Antigo Testamento, onde a graça ainda não existia. Muitos colocam até um jugo maior do que a pessoa já carrega, elevando seus erros de forma que as qualidades e o tempo de acerto daquela pessoa é jogado fora. Optam também por disciplinar, mas não trazem o tratamento certo para que a pessoa seja realmente livre de toda culpa e acusação que os outros próximos a ela fazem questão de apontar.a a homens interessados em sexo pervertido e ganhava valores bem mais altos do que consigo mesma. De fato, é algo doloroso de se ler, mas, mais difícil ainda é ouvir sua resposta quando perguntada se já havia procurado uma igreja. “Igreja!, ela exclamou. Por que eu iria a uma igreja? Eu já me sinto terrível o suficiente. Eles vão me fazer sentir ainda pior” (Yancey, Philip. Maravilhosa Graça. Página 9. Editora Vida. 2ª edição revista e atualizada. Julho/2010).














